Arquivo de agosto, 2010

Um chamado para angústia

Publicado: 30/08/2010 em Estudos Bíblicos
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Por Marcus Queiroz (Líder e Presidente Jorae)

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Ajuntadores espalhados

Publicado: 27/08/2010 em Estudos Bíblicos

Lucas 11: 23

“Quem não é comigo é contra mim, e quem comigo não ajunta espalha.”

Ajuntadores espalhados

É muito deleitoso, indescritível, estar refugiados nos braços do Pai. Entre as reviravoltas que ocorre em nossa vida, umas a favor, outras contra, temos a certeza do refúgio, de um Deus que não dorme e que cuida de nós. Mas não podemos viver em todo tempo no refúgio, somente se relacionando com Deus. “Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível do Senhor? Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender o dedo e o falar vaidade.” (Isaías 58: 5-9)

Existem muitas pessoas que dizem buscar a Deus e se sentem santas, separadas do mundo e com o direito de colocar um jugo (regras de ‘não pode/faça’) que elas mesmas não podem carregar; como também são aptas para julgar, ou melhor, condenar, pois em seus julgamentos nunca há absolvição. Que ao invés de soltar os ímpios, fazem é apertar bem justa as amarras da culpa. Que ao invés de encobrir as vergonhas alheia fazem é deixar o seu próximo nu. Que estão mais preocupados em sua própria aparência e de serem o centro das atenções do que perceber e sanar as carências do próximo. Que prefere evidenciar vantagens e buscar desvantagens no próximo. Do que vale se relacionar com o Deus que é amor se não aprendem nada com Ele. Que ao invés de ajuntar, está é espalhando.

Indiscutivelmente os filhos de Deus são reconhecidos pelo amor. “…não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (I João 3: 18)

“Busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.” (Ezequiel 22: 30) Quem não ama busca encontrar as brechas do próximo para destruí-lo. Quem ama pode até reconhecer as brechas/falhas/erros do próximo, mas ao invés de alargar com acusações e condenações a sua atitude de amor é ficar na brecha através da intercessão até que a mesmo seja reparada. Temos que ter a humildade de que nós mesmos estamos cheios de remendos. Temos que evidenciar que Jesus é o único que poderia condenar, mas optou em ser o maior reparador de brechas. Que possamos ser seus imitadores…

Estamos juntando ou espalhando? E a nossa união vem do amor?

Que o Senhor nos ensine a amar como ele amou!

Por Ferreira Junior (Líder Jorae) – ferreirajorae@gmail.com

Oração Apaixonada

Publicado: 25/08/2010 em Estudos Bíblicos

Talvez você já tenha ouvido o conselho irônico “Cuidado com o que você pede em oração pois você pode ser atendido”

Esta advertência se aplica à história dos israelitas que resolveram pedir um rei. Os anos de governo por meio de juízes haviam mergulhado a nação em um período de imoralidade e o povo estava cansado de ser manipulado por homens que só tinham os próprios interesses no coração. De forma que, oraram clamando por um rei igual ao de todas as nações ao redor deles. Foram atendidos – conseguiram um rei igual ao que os outros tinham. Logo, Saul começou a seguir os próprios caminhos e não os de Deus.

Como evitar o erro grosseiro dos israelitas ao orarmos? Temos de tomar cuidado com a maneira como o fazemos . No Pai-nosso, Jesus nos deu os fundamentos da oração e eles nada têm a ver com o uso de expressões eloqüentes ou religiosas, mas com atitude: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:9-10)

“Santificar” o nome do Senhor significa respeitá-lo, reverenciá-lo. Pedir que seu reino venha colocar nosso coração junto do coração de Deus, declarando que almejamos ver cumpridos os seus propósitos em toda a plenitude. Rogar que sua vontade seja feita tanto na terra como no céu é o mesmo que reconhecer perante o Senhor que sua vontade é mais importante e melhor para nós do que a nossa. Com essas palavras, pedimos a Deus para fazer por nós uma oração melhor do que a de que somos capazes e depois atendê-las. Abrimos as mãos repletas de necessidades e desejos ardentes para depositá-las nas mãos do Senhor.

Se o povo de Israel, carente de um rei, tivesse abordado o Senhor desse modo, ele talvez respondesse dizendo: “Esperem. Suprirei as necessidades de vocês de outra maneira. Se esperarem um pouco mais, eu lhes darei o melhor. Neste exato momento, um rei só complicaria as coisas”.

Assim, Deus tem respondido grande número de orações em favor de um relacionamento ou cônjuge, um emprego, lar, filho e tantas outras coisas. Como os israelitas, muitos crentes antecipam esta resposta da parte do Senhor e fecham os ouvidos, insistindo em fazer tudo a seu modo. Deus cede e atende o pedido, consentindo também nas dificuldades que podem acompanhar tal opção. Outros crentes aceitam a resposta do Senhor e esperam, apenas para verem mudar o próprio desejo ou descobrirem que o tempo e a escolha de Deus é muito melhor.

Cuidado com o que pede em oração pois você pode ser atendido. Faça com que sua oração seja também a do Senhor apresentando-lhe seus pedidos e então, mãos espalmadas, permitindo que a oração dele seja a sua.

Meditação

Qual o desejo que hoje arde em você? Tem orado a esse respeito? Diga para o Senhor que você quer o que for realmente bom, consciente de que ele sabe melhor do que ninguém do que você precisa.

(Extraído do Livro “A Bíblia, minha companheira” de Philip Yancey)


Foi um momento edificante onde diversos grupos de louvor compareceram para engrandecermos o nome de Jesus juntos e refletirmos um pouco sobre a importância do louvor nas nossas vidas. O Festival aconteceu na Igreja de Cristo no Parque Araxá no dia 21 de agosto de 2010 liderado pelo grupo de louvor local!

Palavra ministrada centrada na passagem bíblica que está em Efésios 1:11-12

“Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo.”

Nunca deixe de LOUVAR em hipótese nenhuma…

Por Marcus Queiroz (Líder e Presidente Jorae)

Enquete JORAE

Publicado: 22/08/2010 em Sem categoria

Estamos criando esta postagem com a finalidade de conhecer o maior responsável pela divulgação do nosso Blog. Então, não deixe de nos ajudar. Vote….

Faça parte da Família Jorae você também!!

Por Marcus Queiroz (Líder e Presidente Jorae)

Perseverança

Publicado: 21/08/2010 em Estudos Bíblicos
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Nada a declarar, este vídeo já diz tudo…

Vitórias em Cristo Jesus,

Por Marcus Queiroz (Líder e Presidente Jorae)


Salmos 46: 1,2,3,10 e 11

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (…) Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.”

Machseh é a palavra grega que significa refúgio (abrigo, proteção, fortaleza, uma esperança, um lugar de confiança, um abrigo contra a tempestade). Dizer amém e teorizar “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” É muito fácil, mas viver na prática isso, é muito complicado, pelo menos para mim. Pensando bem fica mais fácil confiar em um amigo que conquistou nossa confiança do que confiar em Deus mesmo que Ele já tenha demonstrado incontáveis vezes a sua fidelidade. Estou sendo sincero!

Depois de ter chorado a morte de Saul (rei de Israel) Davi, orientado por Deus, vai para Hebrom, uma cidade-refúgio. Na visão terrena com a morte de Saul, Davi estava com o terreno pronto para reinvidicar o trono, já que Deus o tinha ungido rei. Contudo Davi optou por permanecer no refúgio. Muitas vezes queremos avançar, não queremos perder oportunidades, queremos fazer do nosso jeito e nos esquecemos de valorizar os momentos de estar refugiados em Deus. Quantas vezes o próprio Jesus precisou orar e orar em secreto? Em seguida citarei os acontecimentos que sucederam a ida de Davi a Hebrom, ao refúgio.

  1. “Abner, folho de Ner, comandante do exército de Saul, tomou a Isbosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim. E o constituiu rei… sobre todo o Israel… e reinou dois anos; mas os da casa de Judá seguiam a Davi. E foi o número de dias que Davi reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses.” (II Samuel 2: 8-11): Davi optou em ficar no refúgio e reinar somente sobre a menor cidade [Judá] ao invés de aproveitar a oportunidade de usurpar ou reivindicar o trono de Israel. Não aproveitou a oportunidade e outro rei foi posto.
  2. “Houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi se ia fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo.” (II Samuel 3: 1): Um sinal do sucesso daqueles que optam em permanecer no refúgio.
  3. “… disse Abner a Davi: Eu me levantarei, e irei, e ajuntarei ao rei, meu senhor, todo o Israel, para fazerem aliança contigo; e tu reinarás sobre tudo o que desejar sua alma. Assim, despediu Davi a Abner, e foi-se em paz.” (II Samuel 3: 21): Enquanto Davi fortalecia seu reino no refúgio. A casa de Saul se enfraquecia e uma concubina se torna o pivô de um desentendimento entre Abner e o seu rei. Assim sem mexer nenhum pauzinho Davi ganha o imenso apoio de Abner.
  4. “Joabe, pois, e Abisai, seu irmão, mataram a Abner, por ter morto a Asael, seu irmão, na peleja em Gibeão. Disse, pois, Davi a Joabe e a todo o povo que com ele estava: Rasgai as vossas vestes; e cingi-vos de panos de saco e ide pranteando diante de Abner. E o rei Davi ia seguindo o féretro. E, sepultando a Abner em Hebrom, o rei levantou a sua voz e chorou junto da sepultura de Abner; e chorou todo o povo.” (II Samuel 3: 30-32): Quando tudo caminhava para dar certo, Joabe, capitão do exército de Davi, por vingança mata Abner. Davi poderia ter ficado indignado, contudo sua estadia no refúgio parece ter trabalhado seu coração, aquietado sua alma. E ao invés de amargar a morte de Abner, faz é reconhecer seu valor. Parece que Davi reconhecia que não estava no controle, que bastava somente permanecer no refúgio, pois seus olhos em pouco tempo presenciou uma reviravolta a seu favor e instantes depois uma reviravolta contra ele, e assim só basta a Davi se aquietar e se refugiar em Deus.
  5. “Trouxeram a cabeça de Isbosete a Davi, a Hebrom, e disseram ao rei: Eis a cabeça de Isbosete, filho de Saul, teu inimigo, que te procurava a morte, assim, o Senhor vingou hoje ao rei, meu senhor, de Saul e da sua semente. Porém Davi, respondendo a Recabe e a Baaná, seu irmão, filhos de Rimon, o beeronita, disse-lhes: Vive o Senhor que remiu a minha alma de toda a angústia, pois se, àquele que me trouxe novas, dizendo: Eis que Saul morto é, parecendo-lhe, porém, aos seus olhos que era como quem trazia boas-novas, eu logo lancei mão dele e o matei em Ziclague, cuidando ele que eu, por isso, lhe desse alvíssaras, quanto mais a ímpios homens, que mataram um homem justo em sua casa, sobre a sua cama; agora, pois, não requereria eu o seu sangue de vossas mãos e não vos exterminaria da terra?” (II Samuel 4: 8-11): Esta cena retrata bem a discrepância entre aqueles que não se refugiam no Senhor e assim buscando resolver com suas próprias forças suas demandas daqueles que confiam e esperam no refúgio. Buscando seus próprios e vendo na morte Abner uma ótima oportunidade para se exaltarem, os capitães de tropa, Recabe e Baaná, assassinam o rei Isbosete. O pensar só em si parece eliminar o bom senso, parece que não existem limites e barreiras do que pode ser feito para se conquistar alguma vantagem. Mataram o rei que serviam em busca de encontrar vantagem em seu ato. Em contrapartida aquele que está no refúgio parece que tem os pensamentos em outra sintonia. Pode-se crer que a maioria das pessoas concordaria que Davi deveria se rejubilar por ter seu inimigo morto. Mas a alma de Davi já estava remida de suas angústias. Com certeza, como nós, Davi tinha angústia (grande ansiedade) pelo que haveria de vir, como viria, o que seria, como seria, mas buscar o refúgio no Senhor nos traz a remissão dessas angústias.

No fim após não querer assumir seu destino com as próprias mãos e assim buscar a oportunidade de buscar o trono, mas permanecer no refúgio de Deus e ter suas angústias remidas. Davi presenciou reviravoltas e mais reviravoltas e no fim ele não foi até o trono, mas o trono veio até ele.

Para concluir devemos buscar o refúgio do Senhor, buscar constantemente a presença de Deus porque em última instância é a condição que precisamos e a condição que permanecerá e devemos viver dela e se acostumar com ela. Assim me recordo de Estevão, o primeiro mártir da igreja e de sua visão antes de morrer apedrejado: “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (Atos 7: 55-56) Assim como Estevão não devemos nos preocupar com as circunstâncias presente e nem se angustiar com o que virá e como virá e nem com o que será e como será, mas ter a certeza que a última circunstância que teremos é estar na presença do Senhor, então, assim busquemos desfrutar desta circunstância desde já.

Por Ferreira Junior (Líder Jorae)