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Ovelha 66

Publicado: 03/02/2010 em Estudos Bíblicos
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Lucas 15: 5

“E, achando-a, a põe sobre seus ombros, cheio de júbilo.”

Ovelha 66

Li recentemente mais uma vez a parábola da ovelha perdida (Lucas 15: 4-7) e nisso trago á memória as várias lições que aprendi e apreendi sobre essa parábola. Ousei em desacreditar se poderia encontrar algo novo, aí me lembrei que nunca tinha entendido porque o homem deixa as 99 ovelhas para ir em busca de uma. A partir daí veio a se originar o que quero compartilhar neste texto.

Encantado pela recente idéia do amor libertador que é um amor amadurecido que permite que o alvo deste amor desfrute da liberdade mesmo que esta liberdade o incite a se afastar do amante por que o que importa é o desejo de estar perto. A ovelha pode se desgarrar do rebanho porque o seu dono a deixava livre, talvez ele não estivesse presente no momento da escapadela, talvez ele não estivesse sempre de olho, mas sim se preocupava em deixar suas 100 ovelhas livres e no caso confiando que a união delas as protegeria. Temos que desfrutar deste sentimento de liberdade que nosso dono nos proporciona.

Quero colocar o dono das 100 ovelhas como o centro da parábola. Não quero me deter nas ovelhas, muito menos na ovelha perdida. Acredito que o dono das 100 ovelhas não tenha contado suas ovelhas para perceber que estava faltando uma. A ovelha perdida não tinha um número, ela não era a 66 como o título do texto sugere (foi só para incitar a curiosidade). Quero acreditar que a ausência da ovelha perdida foi sentida pelo seu dono não a identificar no meio do rebanho. Nosso dono não nos vê como um entre cem, mas ele reconhece e ama nossas particularidades, nossa individualidade. Ele nos enxerga no meio da multidão de uma forma até melhor do que nós mesmos. Talvez para quem não ama não enxergasse numa diferença, mas nosso dono pode identificar nossa ausência no meio do rebanho. Ele se perguntará cadê a ovelha ‘assim-assada’ e se crermos foi nos dado até um nome.

Foi nos dado a concepção de que devemos buscar Deus. Quero aperfeiçoar essa concepção e passar a desfrutar da idéia de que Deus também anseia por mim e que nos busca com um sentimento incomparavelmente maior. Esquecemos-nos que Deus é amor, um amor libertador onde predomina o desejo de estar perto. Ele nos busca apaixonadamente. Será que devemos nos perder para sentirmos que somos desejados, devemos nos perder para ser encontrados.

Quando o dono encontra a ovelha perdida e a põe nos ombros sempre me sugeriram que ela estava cansada, doente, debilitada ou coisa do tipo. Mas quero pensar na possibilidade de que o dono a põe no ombro porque a ovelha não queria voltar. Crer que na verdade ela se demonstrou muito arredia que o desejo dela era realmente ficar sozinha. Mesmo assim seu dono a põe no ombro cheio de júbilo. Isso porque quero que o dono seja o foco. Não importa se a ovelha queria ou não voltar. E sim que o dono a encontrou e ficou muito jubiloso. Posso imaginar o sorriso de satisfação do dono trazendo sua ovelha arredia. Quero ter esse sentimento que mesmo que meus pensamentos sejam distintos dos pensamentos de Deus. Mesmo que minha idéia do que seja o melhor para mim seja o inverso do que Deus pensa. Não preciso ter medo de me separar do rebanho, de deixar a multidão sozinha e procurar meu rumo e mesmo tendo a certeza que estou num caminho certo meu dono me encontra e me carrega de volta jubiloso mesmo que eu ainda esteja zangado, mesmo que ainda esteja disposto a me perder, porque sou livre…

Deus nos deixa livre para fazermos nossas escolhas!

Deus nos identifica na multidão, enxerga em nós particularidades!

Deus nos busca apaixonadamente!

Deus nos carrega jubilosamente de volta nos ombros mesmo querendo se perder!

Ferreira Junior (Líder Jorae)