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Santidade é possível!

Publicado: 07/10/2010 em Estudos Bíblicos
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II Coríntios 4: 16

“Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.”

Santidade é possível!

Sempre quando se fala em santidade ou ser santo logo me vem a mente o conceito de santo que é ser separado. Tinha muito receio em me autodenominar santo, tinha até a revelação desta palavra que compartilho com vocês. Comecemos com: “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo e maiormente convosco.” (II Coríntios 1: 12) A partir deste versículo tudo que for respeito a santidade a seguir deve estar atrelado a simplicidade e sinceridade. Quer ser santo? Comece sendo simples e sincero.

De todos os textos que aborda santidade o mais esclarecedor, para mim, é I Pedro 1: 13-25. A partir deste texto traçarei o caminho para sermos efetivamente santos. Antes de tudo temos que nos conscientizarmos que Deus é santo. “Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (I Pedro 1: 15-16) Deus é santo, é separado: “Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o te nome? Porque SÓ tu és santo…” (Apocalipse 15: 4a) Não sei se é óbvio mas ficou bem claro que Deus é o único santo e está separado de tudo porque Ele é imutável e eterno. Assim Ele nos busca “… para sermos participantes da sua santidade.” (Hebreus 12: 10b), ou seja, deseja que busquemos a eternidade.

Enquanto Deus é santo, imutável e eterno somos impuros, mutáveis e passageiros. “Porque toda carne é erva, e toda glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre.” (I Pedro 1: 24-25a) Eis o grande abismo entre nós e Deus! Como seres mutáveis e passageiros podem compactuar com um ser imutável e eterno?!

Assim Deus compartilha sua santidade/imutabilidade/eternidade através de Jesus. “…sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como um cordeiro imaculado e incontaminado…” (I Pedro 1: 18-19) “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.” (João 1: 11-13) “e por [Jesus] credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.” (I Pedro 1: 21)

Desde que nascemos já começamos a envelhecer e rumar para a morte e sentimos uma necessidade ardente de buscar satisfazer nossos prazeres intensamente para que esta finitude de vida valha à pena, queremos aproveitar tudo. É como se nos apresentasse uma mesa gigantesca com todos os tipos de manjares e nos desse somente 10 segundos para comer. Com certeza iríamos nos esbaldar, engolir tudo o que desejássemos sem sentir o gosto de nada. Poderíamos até ter uma indigestão. “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo dessa morte?” (Romanos 7: 24).

“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.” (I João 5: 1) “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. (…) o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” (João 3: 3,6-7) “…sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre.” (I Pedro 1: 23) Nascemos na carne e estamos fadados a morrer, contudo Deus nos dá a chance de nascermos de novo, agora em espírito e desta forma compartilhando de sua santidade/imutabilidade/eternidade. Quando nosso exterior (corpo) se for, ainda permanecerá o interior (espírito), o que temos preparado?! O nosso interior (espírito) nasceu ou seremos um aborto/natimorto quando morrermos na carne?! Se nascemos no espírito, somos é um bebê, criança, jovem ou adulto?! É necessário nascer de novo, mas é aconselhável crescermos.

“Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo, se é que já provastes que o Senhor é benigno (…) vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz…” (I Pedro 2: 1-3, 9)

Temos que abrir mão de uma vida de busca por prazeres porque esta vida é ótima, mas passageira. Temos que nascer de novo e nos desenvolvermos nesta nova vida, para não sermos eternos bebês.  Pode ser que cedo ou tarde tomemos atitudes que não contribua para nosso desenvolvimento espiritual, mas podemos nos arrepender e continuar, não começar do início, mas continuar de onde paramos em nosso desenvolvimento. Podemos usar esse negócio de arrependimento para burlarmos esse esquema, fingindo uma busca de crescimento espiritual, mas atento só aos prazeres da carne. Como dito no início santidade está atrelado à simplicidade e sinceridade. A santidade é pessoal e só devemos dar satisfação a nós mesmos e a Deus. Abrir mãos da busca pelos prazeres pode ser um grande sacrifício, mas também é a certeza de um grande investimento. “Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6: 34)

“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (II Coríntios 4: 18)

Por Ferreira Junior (Líder Jorae) – ferreirajorae@gmail.com